Depoimento de ex-aluno – Diego Willrich
18 de julho de 2018 | Diego Willrich - Ex-Aluno do Colégio Logosófico do Rio de Janeiro, 39 anos, casado, pai de duas filhas.

Todas as vezes que me pedem para relatar sobre os anos que vivi como aluno do Colégio Logosófico, a minha infância ganha cores fortes em minha retina mental. Embora hoje resida em Curitiba, fui aluno do Colégio Logosófico, do Rio de Janeiro, do Maternal – na época era assim que se chamava – até a oitava série, em 1990. Vivi 12 anos de minha infância e começo da adolescência naquele local. São tantas recordações que eu poderia escrever páginas e páginas a respeito de tudo que pude viver naquele ambiente. Mas agora procurarei ser sintético.

Um ano após meu nascimento, meus pais se mudaram para o bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, perto do colégio. A proximidade foi uma das razões pelas quais meus pais decidiram colocar os dois filhos para lá estudar lá. Mas havia mais: tínhamos um vizinho (uns 10 anos mais velho que eu) que, segundo meus pais, era um menino muito bem educado e querido, e o fato da mãe daquele vizinho falar muito sobre o colégio onde ele estudava, foi o que fez meus pais se decidirem pelo mesmo.

Eu gostava tanto, mas tanto do Colégio, que quando pequeno dizia que queria ser filho do zelador só para poder morar lá. Lembro-me com carinho de cada detalhe daquele prédio, de todos os seus ambientes, e de muitas das pessoas (alunos, funcionários, professores, coordenadoras, diretoras) com quem pude conviver.

De meus anos no Colégio Logosófico eu trago muitos amigos que, até hoje, são algumas das amizades mais fortes e sólidas que tive em toda minha vida. Alguns destes são amigos desde o maternal e trilharam, comigo, os 12 anos de colégio. Muitos destes, atualmente, têm filhos no Colégio. Ou se não os têm, indicam o Colégio sempre que possível.

Nos últimos 10 anos, com o surgimento das redes sociais, pude me reaproximar de uma grande maioria destes meus colegas de escola, espalhados por diversas partes do mundo. É fantástico poder escutar deles, o mesmo que sinto: que existe algo de especial na amizade que temos, algo raro de se encontrar nas amizades surgidas fora do colégio. Muitos atestam que o colégio propiciou algo que eles não encontraram em nenhum outro ambiente. Quando conversamos, eles mesmos manifestam que surgem temas, assuntos, que eles não têm oportunidade de conversar com amigos que não frequentaram o Logosófico. Fica evidente, em nosso convívio, que cada um traz consigo as bases morais construídas em nossas infâncias devido aos elementos que nos foram ensinados por nossos professores, não só na sala de aula, mas também pelo exemplo e conduta.

Até hoje temos contato com vários de nossos professores, pelos quais todos cultivamos uma profunda gratidão. Gratidão esta que, aprendemos a sentir, justamente, dentro do Colégio Logosófico.

Não digo que o que eu vivi em minha infância não possa ser vivido em outras escolas,  que se utilizam de outras pedagogias. Mas com que frequência isso acontece? Eu mesmo pude experimentar a dificuldade de encontrar isso, pesquisando muito dos colégios disponíveis em Curitiba, antes de decidir em qual deles colocaria minhas filhas.

Se eu não tivesse clareza do que procurava, se eu não tivesse certeza dos conceitos que gostaria que fossem ensinados às minhas filhas, será que conseguiria encontrar um colégio que se afinasse com meus valores?

O que posso atestar é que, se não fosse o Colégio Logosófico, onde eu estudei, não sei se sequer teria uma família hoje. Umas das minhas maiores expectativas é que outras cidades (Curitiba, por exemplo) possam contar com um Colégio Logosófico, para que um maior número de crianças e adolescentes possa sentir a alegria de vivenciar uma infância como a minha.


 
 

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