Depoimento de ex-aluno – Moema Malta Mourão Miranda
31 de janeiro de 2016 | Moema Malta Mourão Miranda

Fui aluna do Colégio dos 4 aos 18 anos. Durante todos os anos em que permaneci no Colégio como aluna, sentia que havia algo diferente no ambiente com o qual me identificava muito.

Essa sensação, que minha razão ainda incipiente não sabia explicar, me moveu a participar ativamente da minha vida escolar.

Dediquei-me aos estudos com muito empenho e alegria. Envolvia-me em todas as atividades propostas pelo Colégio e estava sempre disposta a colaborar.

Mas, por que isso? Por que eu queria ser uma boa aluna?

Hoje, com a mente um pouco mais capacitada, não tenho dúvidas de que a aplicação da Pedagogia Logosófica repercutiu de forma decisiva na minha formação.

Encontrar no ambiente em que eu passava 5 horas diárias, exemplos de seres que se esforçavam para serem melhores em todos os aspectos da vida, tocava em mim o que havia de melhor.

Receber um amparo e afeto incondicional por parte dos professores, que atentos à minha realidade, atuavam com doçura e firmeza, aparando as arestas da minha psicologia, tocava o que havia de melhor em mim.

Observar nos docentes e funcionários, uma conduta natural e espontânea sempre pautada em valores morais e éticos, que muitas vezes agiam como bússola norteando também a minha conduta, tocava o que havia de melhor em mim.

Ser estimulada a pensar, a buscar o conhecimento, a entender o que se passava em minha mente e meu coração, a modificar o que eu observava que não estava bem em minha psicologia e a querer entender a linguagem do Criador, tocava o que havia de melhor em mim.

Ouvir músicas e histórias compostas para estimular o cultivo e a prática do bem, assistir teatros que apresentavam as maravilhas da criação, ler textos e livros que traziam imagens propícias à mente infantil, além de ser orientada a utilizar a imaginação de forma inteligente, tocava o que havia de melhor em mim.

Certa vez, quando tinha 16 anos, impulsionada por pensamentos de rebeldia típicos desta fase da vida, decidi não assistir à aula de Didática. Saí passeando pelo Colégio, esquivando-me de qualquer professor que encontrasse pelo caminho. Quando me distraí, encontrei justamente a professora que ministrava a disciplina da aula que eu estava “cabulando”. E ela estava me procurando. Ao me ver, com certeza observou minha fisionomia de surpresa e susto. Olhou-me carinhosamente e com toda doçura me disse: “Você não, querida!” “Vamos para a sala?” Sua atuação me recolocou imediatamente. Voltamos juntas para a sala e ela, possivelmente acompanhando toda a movimentação que ocorria em minha mente, iniciou a aula serenamente, preservando-me de possíveis comentários por parte das colegas.

Recordo-me nitidamente da sua fisionomia no momento em que me corrigia. Quanta docência e bondade! Não foi preciso dizer nada mais, além daquelas duas frases. Com uma atuação sensível, prudente e acertada, aquela condiscípula docente tocou o que havia de melhor em mim: a vontade de fazer o bem, a vontade de ser uma boa aluna., de querer aprender

Em casa, sozinha, ao recordar o ocorrido, senti vergonha de mim mesma. Vergonha por ter decepcionado aquele ser que confiava tanto em mim.

Querem saber se fiz isso de novo? Preciso dizer ou vocês adivinham?

A meu ver, essa experiência simples demonstra claramente a aplicação consciente da Pedagogia Logosófica na vida de uma aluna. Naquele momento, a docente soube utilizar os elementos e recursos adequados para tocar minha sensibilidade, ativar meu mecanismo mental e promover uma mudança permanente de conduta, ou seja, edificar sobre uma vida humana.

 

Moema Malta Mourão Miranda


 
 

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